sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Virei Um Gato conta com seis gatos reais para interpretar o felino protagonista

Foto: Divulgação
Gravar cenas com animais não é tarefa fácil, já que há muitos elementos envolvidos na produção e nos efeitos visuais para que tudo saia conforme o esperado. Com estreia prevista para o dia 8 de setembro no Brasil, o filme Virei Um Gato, dirigido por Barry Sonnenfeld, conta a história do empresário Tom Brand (Kevin Spacey), que não encontra muito tempo em sua rotina para assuntos que não estejam relacionados ao trabalho e passa por uma radical mudança. A caminho da festa de aniversário de sua filha (Malina Weissman), Brand sofre um acidente e, ao recobrar a consciência, passa a ver a vida sob uma nova e inesperada perspectiva: dentro do corpo de um felino, animal pelo qual nunca teve afeição. 

Esse gato na verdade é interpretado por seis diferentes animais, cada um treinado para atuar em diferentes tipos de cenas. O elenco de gatos-atores foi selecionado pela dupla de treinadoras profissionais Janine Aines e Christie Miele, que têm uma longa história com Sonnenfeld. O diretor, que é seriamente alérgico a gatos, requisitou especificamente que sua estrela felina fosse da raça siberiana, mais especificamente um gato norueguês da floresta, raça conhecida por ser hipoalergênica. “Há um gato que consegue pegar uma caneta e escrever com ela, e há um gato que é muito, mas muito bom em matemática”, brinca o ator protagonista Spacey.

Foto: Divulgação
Na maioria dos casos, a produção de Virei um Gato tentou primeiramente rodar as cenas com os gatos de verdade, e só recorreram aos efeitos especiais quando foi realmente necessário. “Nós sabíamos que filmar primeiro com os gatos reais seria essencial, mesmo se tivéssemos que acrescentar posteriormente algumas tomadas geradas por computador. E ficávamos torcendo por grandes performances dos felinos”, explica o supervisor de efeitos especiais, Craig Hayes.

Fazer com que um gato obedeça uma ordem não é fácil. Recompensas constantes de comida funcionam bem para que os gatos atuem em cenas de ação. “Manter os gatos focados requer torná-los insensíveis ao ambiente ao seu redor, como movimentos súbitos e sons. Nós deixávamos o rádio ligado para que eles se acostumassem a sempre ouvir alguma coisa. Assim, se alguém, por exemplo, tivesse que chegar perto deles por trás, a música os manteria calmos”, explica a treinadora Janine.

Foto: Divulgação
Embora a produção tivesse previsto orçamento para um grande trabalho de efeitos visuais dada a complexidade dos desafios que o roteiro impunha para a interpretação do gato, os gatos-atores acabaram surpreendendo positivamente. “Há sim um trabalho de efeitos visuais no filme, embora não tanto quando inicialmente nós tínhamos planejado, porque os gatos – e nossas treinadoras – foram tão bem”.

Um comentário:

  1. É um maravilhoso filme, divertida e eu desfrutei muito! Sou uma fiel seguidora de Barry Sonnenfeld. Apesar de não ser um diretor tão reconhecido na indústria do cine, ele é um dos poucos que conseguem boas obras cinematográficas de drama graças ao seu grande profissionalismo. Deve ser por ele que grandes atores como Elle Fanning querem participar nos seus filmes. Virei um gato é o mais recente dos seus trabalhos, um filme que é uma referência do gênero. Seus efeitos especiais estão incríveis, trilha sonora e atuações geram um resultado que consegue captar aos espectadores.

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