terça-feira, 11 de outubro de 2016

Crítica de Kubo e as Cordas Mágicas

Filme: Kubo e as Cordas Mágicas (2016)
País: EUA
Classificação: 10 anos
Estreia: 13 de outubro de 2016
Duração: 102 minutos
Direção: Travis Knight
Roteiro: Marc Haimes e Chris Butler
Elenco: Charlize Theron, Art Parkinson, Ralph Fiennes, Rooney Mara, Matthew McConaughey, George Takei, Cary-Hiroyuki Tagawa, Brenda Vaccaro.

"Kubo vive uma normal e tranquila vida em uma pequena vila no Japão com sua mãe. Até que um espírito vingativo do passado muda completamente sua vida, ao fazer com que todos os tipos de deuses e monstros o persigam. Agora, para sobreviver, Kubo terá de encontrar uma armadura mágica que foi usada pelo seu falecido pai, um lendário guerreiro samurai."

Kubo e as Cordas Mágicas conta a história do jovem Kubo, que é um menino de um olho só e que cuida da sua mãe durante a noite e conta histórias com origamis durante o dia, como uma forma de arrecadar dinheiro para o sustento dos dois. Só que as histórias não são simples e os origamis ganham vida através da magia de seu banjo.


Um dos motivos dele passar a noite com sua mãe é que ele sempre foi avisado de que não deveria estar na rua quando anoitecesse. O problema é que Kubo acaba se perdendo no tempo durante um festival que esta acontecendo em seu vilarejo. Nesse momento ele acaba encontrando as suas tias e tendo que enfrentar o maior desafio de sua vida. A partir desse momento, Kubo, acompanhado de uma macaca e de um besouro; devem ir atrás de uma armadura sagrada que o seu pai estava atrás para conseguir se defender das suas tias e de seu avô, responsável por arrancar o seu olho esquerdo.

Essa é a premissa do filme, todo concebido em stop motion, é uma grata surpresa dentro das animações de 2016. Com uma produção que se assemelha muito aos animes japoneses, principalmente em sua trama, Kubo e as Cordas Mágicas surpreende por conseguir se comunicar com todos os públicos. O roteiro de Marc Haimes e Chris Butler chama a atenção e foi construído para atender uma demanda de crianças e adultos.


O filme também tem no seu stop motion um grande desafio: construir uma aventura épica e fantasiosa através de uma técnica tão complexa como essa. Entretanto, para quem assistiu ao filme, nota-se que esse desafio ficou só na cabeça de quem assiste, tamanha a naturalidade e beleza do que é visto na tela. Kubo e as Cordas Mágicas tem a beleza e o amor digno de uma indicação ao Oscar deste ano. Isso é mérito de Travis Knight, que estreia como diretor em um trabalho belíssimo. 

Só que não é apenas dessa aventura que o filme se sustenta. No decorrer dos 100 minutos de duração, são encontrados outros debates e histórias paralelas sendo trabalhadas ao lado da trama principal: temos o processo de autodescoberta do personagem e o drama familiar existente na vida de Kubo.


Um longa lindo e tocante, mas que peca pelo seu excesso de clichês e por algumas falhas de roteiro. Um dos clichês mais fortes é a jornada do herói sendo utilizada da maneira mais usual possível, além de sua trama lembrar a de alguns animes japoneses. Já na parte do roteiro, vemos que não houve profundidade no momento de explicar a origem dos poderes e a motivação do seu vilão. Porém, mesmo com esses deslizes, o filme cumpre seu papel e entrega uma produção que merece ser assistida. É uma pena que o mesmo não deve permanecer muito tempo em cartaz, porque Kubo e as Cordas Mágicas é uma das melhores animações de 2016.

Assista ao trailer abaixo:



Guilherme Wunder

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