quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Crítica de Beleza Oculta

Filme: Beleza Oculta (2016) 
País: EUA
Classificação: 10 anos
Estreia: 26 de janeiro de 2017 
Duração: 97 minutos 
Direção: David Frankel
Roteiro: Allan Loeb 
Elenco: Will Smith, Kate Winslet, Keira Knightley, Helen Mirren, Edward Norton, Naomie Harris, Michael Peña, Jacob Latimore.

"Após uma tragédia pessoal, Howard entra em depressão e passa a escrever cartas para a Morte, o Tempo e o Amor - algo que preocupa seus amigos. Mas o que parece impossível, se torna realidade quando essas três partes do universo decidem responder. Morte, Tempo e Amor vão tentar ensinar o valor da vida para o protagonista."

O longa, dirigido por David Frankel, com certeza terá seu público dividido. Muitos adorarão o filme, enquanto outros irão detestar a produção. Isto porque, o que Frankel entrega no trailer é muito melhor do que é visto em Beleza Oculta. Enquanto no trailer se acredita que o personagem interpretado por Will Smith recebe as três "entidades" em sua vida, no filme descobrimos que não é bem assim e que tudo não passa de uma tentativa de recuperar e empresa de Howard de uma possível falência.

Essa iniciativa trás o filme de volta para a realidade e representa um ponto positivo na verossimilhança do longa. Porém, para quem viu o trailer e esperava algo mais lúdico e poético, a decepção surge como um balde água fria. Porém, quem resistir a isso, verá boas atuações de praticamente todo o elenco que, em sua maioria, são reconhecidos com indicações e prêmios do Oscar, como é o caso de Helen Mirren em uma história simples e envolvente. O próprio Will Smith merece ser elogiado pela carga dramática que entrega na construção do drama de seu personagem. O envolvimento do ator é tão grande, que o público acaba se preocupando com o que irá acontecer com ele.

Óbvio que o filme tem seus defeitos, constrói cenas clichês e parece ter sido desenvolvido apenas para tentar ser indicado ao Oscar. A busca incessante de Will Smith pelo prêmio é perceptível neste filme. Entretanto, a preocupação em fazer um filme de premiação superou a preocupação em fazer um grande filme - e potencial para isso existia - e está aí o grande pecado de Beleza Oculta. Um longa que não soube aproveitar o seu potencial.

Guilherme Wunder

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