quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Crítica de A Chegada

Filme: A Chegada (2016) 
País: EUA
Classificação: 10 anos
Estreia: 24 de novembro de 2016 
Duração: 116 minutos 
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Eric Heisserer
Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Mark O'Brien, Tzi Ma.

"Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks, uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade."

A Chegada é o novo longa do diretor Denis Villeneuve, conhecido pelo seu trabalho em Sicário e Os Suspeitos. No longa, acompanhamos a linguista Louise Banks, interpretada por Amy Adams, que é convocada pelo exército para tentar se comunicar e traduzir o que os alienígenas que chegaram na terra querem fazer aqui. Para que se entenda melhor: em um determinado dia, doze (acho) espaçonaves chegam a terra e o mundo procura formas de se comunicar com ele. É por isso que Louise é procurada. 

O longa, com certeza, é o grande sci-fi de 2016 e, provavelmente, um dos melhores filmes lançados neste ano. E digo isso porque ele consegue reconhecer suas limitações e trabalhar para que elas não fiquem aparentes. Um exemplo disso é o papel de Jeremy Renner. Particularmente eu não gosto do ator (conheço mais gente que divide esta opinião comigo) porém, no filme, o papel dele não é de protagonista e, por não ter tanto destaque, acaba não incomodando e até agradando que está assistindo.


Entretanto, não podemos falar de atuação sem parabenizar Amy Adams. Digo mais: será injusto ela não ter, pelo menos, uma indicação ao Oscar 2017. A atriz está perfeita no filme, pois consegue transparecer todos os seus dilemas, confusões mentais e dramas vividos. Além disso, ela traz consigo a empatia e faz com que o público se envolva com a sua história. Óbvio que este é um trabalho também do diretor Villeneuve, mas Amy merece aqui ter seu trabalhado destacado. 

O filme é todo desenvolvido pelo ponto de vista de Louise e esse é um ponto acertado da ótima de Villeneuve. O diretor conseguiu, através de planos de filmagem, nos fazer sentir confusos igual Louise e isso fez com que o telespectador viajasse junto com ela para esta história. Além disso, a não linearidade da história que, no início, causa confusão no público, acaba sendo brindada por um dos maiores plot twists do ano.


Além disso, A Chegada levanta algumas discussões pesadas sobre as atitudes de Louise, São debates que nos fazem pensar muito antes de tomar qualquer atitude e eu não quero aqui dar nenhum spoiler sobre isso, para não estragar a experiência de tela. Outros pontos interessantes são as referências que temos a filmes como 2001: Uma Odisseia no Espaço e Interestelar. Isto porque questões como a viagem no tempo são retratadas de forma magnífica no filme.

Temos aqui um dos melhores filmes de 2016 e um dos possíveis indicados as premiações de 2017. Aguardado pelos fãs de sci-fi, o longa agrada pela sua mitologia e consegue, através de uma direção e de uma protagonista competentes, entregar um material de qualidade e original. Com certeza, uma grata surpresa neste final de ano. 

Assista ao trailer abaixo:



Guilherme Wunder

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