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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Alvorada em Festa inicia neste final de semana com a presença de artistas locais

Foto: Divulgação
Começa nesta sexta-feira, 04/08, a primeira edição do “Alvorada em Festa”. O evento, organizado pela S3 Produções, será realizado na Praça João Goulart, no centro da cidade. Ao todo serão dez dias de programação, com cerca de 50 apresentações, entre atrações nacionais, regionais e locais. Além disso, a praça central receberá as feiras industrial e comercial, do produtor rural, de artesanato e gastronomia.

Apesar de ser realizado na praça central da cidade, o “Alvorada em festa” não será gratuito. Para acessar o evento será cobrado um ingresso com preço entre R$ 8 e R$ 100 reais, dependendo do local escolhido. Além disso, também serão comercializados os passaportes, que custam entre R$ 98 e R$ 850 reais. Os ingressos podem ser encontrados na Banca Borges, Sorveloko e no site Minha Entrada. A expectativa por parte da produtora é de que o público chegue a 60 mil pessoas.

Entre as atrações principais, nomes reconhecidos da música brasileira, como Marcos & Belutti, Só Pra Contrariar (SPC), Maskavo, Chimarruts, MC Guimê, entre outros. Além disso, artistas regionais como Os Serranos, Guri de Uruguaiana, Irmãos Machado e Grupo Zoeira também devem estar presentes. Porém, o que chamou a atenção na programação (confira no fim da matéria) foi à presença de artistas alvoradenses presentes no line-up do evento.

Artistas alvoradenses em festa

Dentre as atrações presentes no evento, foi possível notar que, apesar do maior destaque dado a nomes como SPC e Marcos & Belutti, a S3 Produções também buscou valorizar alguns nomes do cenário artístico municipal. Em praticamente todos os dias do evento, será possível encontrar algum músico de Alvorada se apresentando. Nomes já conhecidos da cidade, como Maninho Melo, Carlinhos Weiss, Marca do Campo e Hits Cover são apenas alguns deles.

Para o músico e produtor alvoradense Carlinhos Weiss, fundador da banda Ecovox, um evento como esse é de suma importância para os artistas locais. Segundo ele, que vai abrir o show do Lucas & Felipe e d’Os Marvados com o seu novo projeto de releituras de clássicos da música sertaneja, só que com a roupagem de rock’n roll, o evento também tem algo que o emociona.

“Pra mim esse convite para me apresentar no evento tem um toque especial porque, há 27 anos, quando o município completou 25 anos, eu e mais algumas outras pessoas do movimento pró cultura, promovemos uma apresentação com bandas locais. Foi a partir daquele momento que a praça começou a ser um espaço de apresentação cultural. Então, há 27 anos, a gente estreou naquele palco e demos o pontapé inicial para que ele virasse esse espaço cultural que é até hoje”, fala Weiss.

Outro músico que deve se apresentar no evento é o músico e cancionista Maninho Melo. Em sua apresentação, o alvoradense deve tocar, com voz e violão, algumas releituras de músicas brasileiras e latinas, em uma pegada de jazz. Para o músico, eventos como o Alvorada em Festa são importantes, tanto como vitrine como também para reflexão sobre a cultura no município.

“Antes de qualquer coisa, todo tipo de evento que puder fluir de um pouco de arte e de música sempre é bem vindo. Então sim, é um festival importante e que abre portas para pessoas que, muitas vezes, não tem aonde se apresentar. Como a gente sabe o município tem um mercado quase inexistente, quando pensamos em bons lugares para tocar, principalmente para movimentar a economia da cultura. E esse é o principal ponto que devemos pensar: como se movimenta a economia da cultura. A gente não pode perpetuar o pensamento de que a cultura seja apenas entretenimento”, enfatiza o cancionista.

Com cerca de 50 apresentações artísticas, sendo elas nacionais, regionais e, como podemos ver, também municipais, é que se inicia a primeira edição do “Alvorada em Festa”. O evento acontece entre os dias 04 e 13 de agosto.

Guilherme Wunder

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Na boleia com Nei Lisboa

Foto: Marian Starosta
Desde 1979 trabalhando no mercado fonográfico gaúcho e com a visão do que evoluiu, ou não, do cenário musical aqui do Rio Grande do Sul. Esse é o músico, cantor, compositor e escritor Nei Lisboa, 56 anos, que tem mais de dez álbuns lançados e que é conhecido em todo o país.

Gaúcho de Caxias do Sul, Nei começou a carreira ainda dentro da universidade, nos anos 70. Tudo acontecia dentro da UFRGS e dos festivais Musipuc (festival de música popular que ocorreu entre 1971 e 1978, em Porto Alegre): "Em seguida fiz shows em teatro, comecei a rodar em rádio, em fitas demo, e isso foi o ponto de partida para um primeiro disco e todo o resto."

Foto: Emílio Pedroso
O músico também é escritor e já lançou dois livros: 'Um Morto Pula a Janela' e 'É Foch!'. Apesar disso Nei Lisboa não pretende seguir essa carreira: "É uma atividade ocasional, não profissional, e despretensiosa. Dito isto, tenho um enorme prazer de mergulhar na escrita, acho a rotina do ofício até mais apaixonante que a da composição."

Apesar de seguir carreira solo há muitos anos, Nei iniciou ao lado do guitarrista Augusto Licks (Engenheiros do Hawaii), mas mesmo assim não seguiu em uma banda, preferindo fazer shows sozinho: "Na época em que comecei isso era mais comum e natural, formar uma banda é que era a exceção. E meu ímpeto sempre foi o de cantautor, de trabalho autoral e individual."

Foto: Ricardo Wendland
Com mais de 35 anos de carreira, o músico participou de diversos movimentos do cenário musical aqui do Rio Grande do Sul. Nesse período ele pode avaliar o atual momento da música por aqui e chegar a conclusão de que apesar da profissionalização ainda existe pouco espaço para quem quer surgir para esse mundo:

- A internet é que tem cumprido a função de apresentar e dar vazão a novidades, enquanto o poder público padece da falta de verbas, e a indústria cultural se abriga da crise com produtos de alta vendagem e pouca substância cultural.

O que vem por ai!

Atualmente o músico trabalha em seu novo trabalho, que deve ser gravado no meio do ano, mas que ainda não tem previsão de lançamento: "Venci um edital da Natura para um disco ao vivo, a ser gravado em meados do ano. Então estou focado sobretudo na pré-produção desse CD. E na estrada com o show, sempre que chamado."

Guilherme Wunder

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Na boleia com a Melody

A banda Melody é um grupo de música pop idealizado em 2010 pelas irmãs Taísi, Maitê e Alina e os três amigos de colégio Guiza Ribeiro, "Bilo e Caca Lazzari. Com referencias da black music e do dance music se formou uma das bandas de maior destaque do Rio Grande do Sul nos últimos meses, graças a participação no programa 'Superstar'.

Foto: Rennan Mager
Desde 2010 a formação continua a mesma, sendo Maitê Cunha, Alina Cunha e Taísi Cunha (vocais), Guiza Ribeiro (guitarrista), Bilo (baixista) e Cacá Lazzari (baterista). Nesses mais de quatro anos na estrada a banda já foi premiada em dois concursos do Grupo RBS (Chance etapa Rock/Pop 2010 e Empurrão Nova Schin 2011) e um da PUCRS (Palco PUCRS 2012), além de ter participado do Planeta Atlântida 2013.

Quando perguntado sobre como os integrantes da banda se definiam Guiza foi categórico e falou sobre o grande sonho que os seis tinham em fazer música: "É uma mistura de seis referências musicais diferentes, mas que se completam quando juntas. Sempre buscando algo novo. A Melody é uma família, é diversão, muito trabalho, é música, é um aprendizado constante, enfim, é um sonho e sua própria realização."

Foto: Alice Klein
Uma das vocalistas da banda, Taísi Cunha, conta que a grande inspiração para a escolha do nome da banda partiu da paixão pelos desenhos da 'Walt Disney': "Eu e as gurias estávamos em casa pensando em um nome para a nossa futura banda, e pensamos em algo que remetesse às vozes, à melodia, harmonias, enfim. Começamos a pensar em coisas que gostávamos e uma delas era a Disney. Foi quando lembramos de um filme, 'A Pequena Sereia 2', onde nasce a filha da Ariel, a Melody."

Definido pelos músicos da banda como a experiência onde eles mais aprenderam como grupo, a participação no 'Superstar' foi um dos maiores momentos da história da Melody. A vocalista Maitê Cunha conta que para participar do reality show a banda teve que participar de audições em Porto Alegre e no Rio de Janeiro para poder entrar na disputa: "Foi muita tensão até recebermos a ligação dizendo que realmente iríamos participar do programa."

Foto: Divulgação
Alina destaca que uma das grandes mudanças que essa experiência trouxe para a banda foi que eles conseguiram conhecer mais pessoas que agora admiram a Melody em todo o Brasil: "Além disso, depois do programa surgiram os primeiros shows e entrevistas da Melody fora do Sul, o que já é a realização de um sonho. Esperamos aproveitar essa oportunidade para espalhar mais ainda o nosso som pelo Brasil."

O que vem por ai

Atualmente a Melody está trabalhando nas gravações do seu primeiro disco, que foi financiado através de uma campanha de Crowdfunding. Além disso a banda está preparando um novo show com novas performances e um novo repertório. Para o futuro a banda pretende levar suas músicas para lugares mais distantes e para mais pessoas: "Queremos lançar o nosso cd, que está sendo feito com o maior carinho, e esperamos que as pessoas gostem muito! Depois, pretendemos gravar mais um videoclipe e por aí vai."

Guilherme Wunder