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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

“Não sou um escritor, mas sim um criador”

Esse é o escritor e organizador de eventos Gustavo Girardi Brasman. Nascido em Curitiba, o paranaense é conhecido pela sua saga ‘Crônicas dos Senhores de Castelo’ e por ser o idealizador da MegaCON, evento que reuniu cerca de cinco mil fãs da cultura pop. O escritor foi uma das atrações da IV Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre, que aconteceu no mês de abril, no centro da capital gaúcha. 

Painél sobre a atual fase da literatura fantástica. Foto: Guilherme Wunder
Durante o evento, Gustavo participou do painel ‘Que fase! – A literatura fantástica aqui e agora’, além de ter distribuído autógrafos e interagido com os leitores. O autor aproveitou a oportunidade também para explicar um pouco mais sobre a sua saga. ‘Crônicas dos Senhores de Castelo’, que já está em seu terceiro livro, deve ganhar mais dois volumes, sendo que um será lançado em 2016 e o próximo em 2018. O curitibano também falou sobre como surgiu toda essa série:

- Tudo surgiu por acaso. Eu estava em um café com um amigo e resolvemos criar um conto, de brincadeira mesmo. Só que quando vimos ele já estava com 100 páginas. Foi quando paramos e vimos que ali existia muito material, para produzir uns cinco livros. Depois disso resolvemos ir atrás de uma editora e conseguimos publicar o primeiro volume. Depois disso tudo foi acontecendo naturalmente. Serão cinco livros nessa saga principal, mas temos histórias para uns 14 livros. Em 2016 deve sair o quarto volume da série e, em 2018, o último.

Foto: Marcelo Wieczorek
Segundo Gustavo a evolução vista no seu trabalho é grande, pois, como o próprio destacou anteriormente, o primeiro livro surgiu mais como uma brincadeira do que com a vontade de se fazer algo profissional para o mercado: “Na época eu não estava preocupado com estrutura, tanto é que coloquei isso no primeiro livro, que as pessoas devem ler ele para se divertir. Mas depois acho que a minha escrita foi amadurecendo e isso se pode ver nos livros. ”

Mas o que alguns não sabem é que não é só livros e histórias que Gustavo sabe criar. Em 2014 o paranaense idealizou a primeira edição da MegaCON, que reuniu mais de cinco mil pessoas que admiram a cultura pop de Curitiba. Segundo o escritor foi a falta de grandes eventos desse gênero que fez com que o evento surgisse: “Eu sentia falta de eventos diferentes em Curitiba e sabia que existiam vários fã-clubes de cultura pop espalhados e que reuniam 500 pessoas em eventos. “

Foto: Divulgação
Só que o que Gustavo não imaginava era que o evento iria ganhar as proporções que ganhou: “Eu nunca planejei esse evento anualmente, mas sim em fazer um primeiro e ver qual seria a receptividade do público com ele. Quando a MegaCon foi estruturada eu imaginei que teria, em média, 700 pessoas, só que foram mais de cinco mil pessoas. Desde então eu tenho recebido cobranças de todos sobre a segunda edição do evento. “

Para o futuro o autor seguirá trabalhando na produção do quarto livro da série e em um podcast sobre a cultura nerd e geek. Além disso o escritor também está com o projeto de criar uma graphic novel que se passe no mesmo mundo dos seus livros. Para isso ele já iniciou os primeiros contatos com um ilustrador, mas ainda não existe previsão de lançamento

Guilherme Wunder

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Conheça o criador das tiras ‘Os Passarinhos’

O homem é um multitarefa e atualmente está trabalhando como escritor, roteirista, ilustrador, colorista e editor de livros e quadrinhos. Ele é o quadrinista Estevão Ribeiro. O artista foi uma das atrações da IV Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre, que aconteceu no mês de abril, no centro da capital. Durante o evento, Estevão apresentou os seus trabalhos, concedeu autógrafos e participou de palestras.

Foto: Guilherme Wunder
Nascido em 1979, na cidade de Vitória, no Espirito Santo, Estevão Ribeiro começou sua carreira cedo, ainda na sua cidade natal: “Tudo teve início em um jornal do Espirito Santo, quando ainda tinha 21 anos. Nessa primeira fase eu era apenas roteirista, mas depois de um período comecei a fazer parcerias para produzir histórias curtas. ”

Desde então a carreira do capixaba não parou mais, tendo vencido o prêmio HQMix de 2011 como melhor publicação infanto-juvenil, graças ao seu trabalho com o livro ‘Pequenos Heróis’. O trabalho ganhou destaque por ter revelado grandes quadrinistas e pela homenagem prestada aos personagens da DC Comics. O prestígio desse trabalho foi tão grande que até nos Estados Unidos ele foi publicado.

Foto: Marcelo Wieczorek
Só que o que muitos não sabem é que agora Estevão também está com um projeto editorial. A Aquário é um dos mais recentes projetos do autor. Fundada em outubro de 2014 a editora já esteve presente na IV Odisseia para fazer os seus primeiros lançamentos: “A Aquário surgiu da necessidade de eu ter uma empresa para trabalhar com outros profissionais do mercado e também os meus próprios trabalhos. Nós temos uma meta de publicar, até o final do ano, oito títulos. ”

Com tantas linhas de frente sendo trabalhadas pelo autor fica difícil saber como ele se define, tanto é verdade que o próprio Estevão se apresenta de formas variadas conforme o local onde está: “Tudo depende de onde estou. Existem lugares que me reconhecem como quadrinista, outros como escritor. Mas nesse momento quero ser reconhecido pelo meu trabalho, independente de qual vertente estarei trabalhando. ”

Foto: Divulgação
Aproveitando o momento em que falou que quer ser reconhecido pelo seu trabalho, Estevão também falou um pouco sobre a representatividade de mulheres e negros nos quadrinhos e na literatura: " Eu acho que falta a gente ter uma visão um pouco mais global sobre a produção de histórias em quadrinhos e literatura. Creio que temos que ser um pouco mais inclusivos, tanto nas entrevistas quanto na divulgação desse material. ” 

Atualmente o escritor está trabalhando na edição do livro ‘Um Sábado Qualquer’, de Carlos Ruas, que deve ser lançado pela editora. Além disso, Estevão também está produzindo a sequência d’Os Passarinhos e em um livro de sua autoria que deve ser lançado pela Cia das Letras. 

Guilherme Wunder

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

“Se você quer envolver o leitor nas suas histórias é necessário que o próprio escritor seja apaixonado por elas”

É com esse pensamento que o escritor paulista Eduardo Kasse, de 33 anos, segue escrevendo e batalhando pelo seu espaço no mercado literário brasileiro. O autor, conhecido por ser o criador da saga ‘Tempos de Sangue’, foi um dos convidados da IV Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre, que aconteceu durante o mês de abril, no centro da cidade. 

O escritor foi uma das atrações da IV Odisseia. Foto: Edgard Refinetti
Durante o evento, Eduardo participou do painel ‘História Alternativa, Ficção Histórica e Ficção Alternativa – Estratégias Narrativas, Semelhanças e Diferenças’, além de ter concedido autógrafos e conversado com os fãs da sua série. O escritor aproveitou a oportunidade para nos contar um pouco sobre o início de sua trajetória na literatura:

- Desde muito jovem eu sempre fui apaixonado por livros de fantasia que se passassem no período medieval, além de sempre jogar RPG. E por ser tão identificado e ter tanta paixão por esse estilo que, quando resolvi que iria produzir algo, seria inspirado nesse gênero. Eu acho que acabei me aperfeiçoando nessa linha porque era o que eu realmente gostava e me identificava.

Foto: Divulgação
A saga ‘Tempos de Sangue’, que já tem três livros publicados, é uma fantasia histórica medieval que se passa entre os séculos X e XIII, na Inglaterra, França, Irlanda e Itália. Para Eduardo, uma das dificuldades de se escrever algo com embasamento histórico é a pesquisa, que se torna densa, para que o livro saia de acordo com os fatos:

- Como eu trabalho com uma fantasia histórica, onde os personagens e lugares são reais e que tem como base alguns fatos que realmente aconteceram, acaba existindo uma dificuldade que é de pesquisar algo, verificar, e construir em cima daquilo, mas sem mudar os fatos.

Para o futuro, o escritor paulista pretende lançar mais dois livros da série, sendo que o primeiro (que na saga será o quarto) deve sair ainda em 2015. Além disso, Eduardo também pretende montar um compilado de contos, que já estão disponíveis em e-book, e lança-los em formato físico. 

Guiherme Wunder

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

“A coisa mais gostosa de ser um escritor independente é estar sempre próximo do leitor”

É com esse pensamento que o jovem escritor paranaense Lauro Kociuba participa de cada evento e atende os leitores com quem conversa. O autor do livro ‘A Liga dos Artesãos’, Lauro foi uma das atrações da IV Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre, que aconteceu no mês de abril, no centro da capital gaúcha. Durante o evento o paranaense participou de painéis e sessões de autógrafos.

Foto: Guilherme Wunder
Nascido em São José dos Pinhais, em 1984, Lauro conta que começou a escrever depois de ler um famoso livro do escritor Neil Gaiman, que serviu de fonte de inspiração e motivação para o início dessa carreira: “Eu sou um jogador viciado de RPG e leitor voraz desde os sete anos; e a ideia de escrever esse livro me veio enquanto lia ‘Lugar Nenhum’, do Neil Gaiman. Posso dizer que esse foi o meu primeiro contato com o universo da literatura fantástica e achei tudo maravilhoso.”

E foi dessa inspiração que surgiu o primeiro livro da carreira de Lauro Kociuba, ‘A Liga dos Artesãos’, publicado recentemente pelo escritor. Esse projeto conta a história de Tales, um filho de encantados, que busca desvendar sua história dentro de uma trama, que é a luta pela sobrevivência de uma raça. O livro foi financiado através do site Catarse, como um método de aproximar o leitor desse projeto:

- Desde que eu comecei a escrever esse livro já estava decidido que eu não iria procurar nenhuma editora. A minha ideia inicial era publicar na Amazon, mas acabei conhecendo o Catarse e vi que era aquilo que eu queria; até pelo desafio e pela proximidade que conquistaria com o leitor.

Foto: Marcelo Wieczorek/Fast Food Cultural
Além do livro foi produzido também um artbook, que conta com uma história de amizade e companheirismo dos parceiros de Lauro: “O artbook veio como uma recompensa da catarse, onde alguns amigos meus que gostaram do livro resolveram produzir ele mais para ajudar do que cobrar por esse serviço. Ao todo são 42 ilustradores profissionais que entraram nessa comigo e esse artbook deve sair em julho.”

Atualmente o paranaense está trabalhando na continuação da saga ‘Alvores’, que deve ser disponibilizado novamente no Catarse a partir de outubro. Além disso já está no site da Amazon uma noveleta do escritor que se passa nesse mesmo universo, mas em um outro espaço de tempo.

Guilherme Wunder

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Conheça o escritor carioca Eric Novello

O escritor, tradutor, compositor e roteirista Eric Novello esteve presente em Porto Alegre para participar da IV Odisseia de Literatura Fantástica da capital. Durante o evento, que aconteceu no mês de abril, o carioca participou de painéis como ‘Que fase! – A literatura fantástica aqui e agora’ e também concedeu autógrafos no seu estande. 

Foto: Guilherme Wunder
Trabalhando com a escrita desde 2004, quando lançou o seu primeiro livro, intitulado ‘Dante, o Guardião’, pela editora Novo Século; Eric se mostra muito mais preparado e evoluído profissionalmente. O carioca de 36 anos conta que no início teve até que se disciplinar e deixar o instinto um pouco mais controlado: 

- Quando comecei eu não sabia nada, e foi tudo um exercício para mim, tanto é que eu ficava pensando em será que sabia escrever um livro. No início precisei me disciplinar muito e, mesmo assim, tudo foi meio que instintivo. 

Para Novello, esses mais de dez anos trabalhando como escritor fizeram com que ele ganhasse técnica de escrita e se aperfeiçoasse mais nessas questões. Outro ponto destacado pelo escritor foi a faculdade cinema que cursou, que pode apresentar para ele técnicas que ele transpôs para os livros, como até aonde posso explorar os personagens ou como dividir a história sem perder o nexo. 

Foto: Divulgação
E essa experiência como escritor e roteirista formado em cinema fizeram com que Novello ganhasse destaque e reconhecimento na sua área. Tanto é verdade que durante um tempo foi crítico em jornais. Para o escritor um dos pontos altos de se conhecer os dois lados (literatura e cinema) é que ele sabia como funcionava os bastidores dessas duas culturas: 

- Isso é muito bom, porque quando você é crítico com alguém você acaba sendo consigo mesmo também, então você se obriga a melhorar vendo o trabalho dos outros, mas você também acaba criticando de forma mais humana esse mesmo trabalho, porque você sabe o quão difícil foi pra ele fazer tudo isso. 

Arte: Divulgação
Durante a programação da IV Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre o escritor estava autografando exemplares e divulgando o seu mais recente trabalho, chamado ‘Exorcismos, Amores e Uma Dose de Blues’, lançado em 2014, através da Editora Gutenberg. A trama acontece em um mundo de fantasia contemporâneo, aonde existem magos, metamorfos entre outras criaturas sobrenaturais. Para o escritor essa história tem certos diferenciais da grande maioria de livros de fantasia: 

- Só que o mais legal é que isso não é escondido, que nem na maioria dos livros de fantasia, então você pode acabar esbarrando em um lobisomem na fila do mercado, por exemplo. Foram quatro anos trabalhando nessa ideia, criando esse universo e amadurecendo esse mundo, até porque ele é muito grande e complexo. Então quando eu sentei para escrever já estava certo que eu queria contar a história de um exorcista, que ao invés de exorcizar anjos e demônios iria exorcizar esses seres sobrenaturais. 

Foto: Marcelo Wieczorek/Fast Food Cultural
Quando perguntado sobre uma futura sequência do livro Eric Novello explicou que a história e a trama na qual ele trabalhou foi concluída nesse primeiro volume, mas não descartou um novo projeto nesse mesmo universo: “Tem espaço para se criar novas histórias, tanto para o protagonista desse primeiro volume quanto para outros personagens secundários que os leitores gostaram.” 

Atualmente Eric está trabalhando em uma nova versão do seu livro ‘Neon Azul’, que conta a história de um bar que atrai os clientes e funcionários para que eles enfrentem um medo ou uma tentação. Já é nova versão deve trabalhar no que aconteceu com esses personagens cinco anos depois desses acontecimentos. Além disso o escritor também está produzindo um novo livro, que deve contar a história de um autor que não consegue controlar sua imaginação. 

Guilherme Wunder

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Leo Lopes fala sobre seu primeiro livro ‘RIO: Zona de Guerra’

O escritor, publicitário e advogado Leo Lopes esteve no Rio Grande do Sul entre os dias 10 e 12 de abril para participar da IV Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre. Durante a programação do evento, Leo participou do painel ‘Cidades reais x Cidades fantásticas – Construção de cenários fantásticos a partir de cidades reais’, além de conceder autógrafos no estande da AVEC Editora.

Leo Lopes participou de painéis da IV Odisseia de Literatura Fantástica. Foto: Guilherme Wunder
Foi entre uma palestra e outra que Leo Lopes aproveitou para falar sobre o seu livro, intitulado ‘RIO: Zona de Guerra’, que conta a história de um es-detetive corporativo que está investigando um assassinato que aconteceu na zona de guerra do Rio de Janeiro:

- Esse livro foi escrito com o objetivo de falar sobre abismo social e que conforme ele começou a ser divulgado as pessoas começaram a classifica-lo como um livro cyberpunk. A história se passa em um Rio de Janeiro futurista aonde a Barra da Tijuca foi cercada e o governo jogou a toalha e entregou a segurança pública para as megacorporações.

Foto: Divulgação
Leo conta que já fazia sete anos que esse livro existia, mas apenas em formato digital, através da Amazon; mas que a cerca de um ano atrás a AVEC Editora se interessou em publicar o livro e o reconhecimento pelo seu trabalho aumentou muito com o formato físico lançado. Segundo o escritor é essa confiança que o deixa mais preparado para escrever o seu novo livro:

- O aprendizado que eu trago do primeiro livro é a confiança, porque eu percebi que não é impossível ser escritor no Brasil. O primeiro livro é muito influenciado por isso, porque ele seria muito mais bem contado se eu tivesse acreditado que a publicação iria sair.

Arte: Divulgação
Falando do novo trabalho do carioca, o próprio já afirma que não será uma continuação de ‘RIO’, e que deve se afastar um pouco desse mundo, se passando no presente e partindo mais para o lado da literatura de terror. Mas Leo também não descarta uma possível continuação, já que os fãs sempre pedem por mais histórias:

- Apesar de que quando o livro termina as pessoas vieram me procurar para saber sobre a continuação, porque o final deixa muito aberto para que isso aconteça. Eu não vou dizer que isso não vai acontecer (a continuação), mas quando escrevi, já estava na minha cabeça que ele seria único.

Guilherme Wunder

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Conheça o escritor paulista Roberto de Sousa Causo

Ele esteve presente no Rio Grande do Sul para realizar a palestra de abertura oficial da IV Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre, que aconteceu entre os dias 10, 11 e 12 de abril, no Centro Cultural Érico Veríssimo. Estamos falando do escritor e editor de livros de fantasia Roberto de Sousa Causo.

Foto: Divulgação
Aos 49 anos, Roberto já conta com uma vasta trajetória no mercado literário, tendo publicado três romances e mais de setenta contos em antologias, websites e revistas em onze países. Escritor desde os 20 anos, o paulista de São Bernardo do Campo, teve sua primeira publicação na extinta revista francesa ‘Antarès’, que era considerada a única publicação internacional de ficção cientifica.

De lá pra cá já se passaram 30 anos e, para Roberto, o cenário da literatura fantástica no nosso país é outro, tendo melhorado muito devido aos best-sellers que surgiram nos últimos tempos: “Isso tudo mudou, a partir de algumas séries inglesas no Brasil, como ‘Harry Potter’ e ‘Senhor dos Anéis’, que nos mostraram o tamanho e a dimensão do público que gostava desse gênero literário.”

Além disso, o escritor também destaca o surgimento de novas editoras que estão dando espaço para que os escritores brasileiros comecem a publicar seus trabalhos, ao invés de só comprarem livros de fora do país: “Naquela época era muito difícil conseguir ser publicado e era muito difícil ter eventos como esse que nos aproximasse do nosso público alvo.”

Platéia da Odisseia de Literatura Fantástica. Foto: Guilherme Wunder
Uma pergunta cruel que foi feita para ele foi quando perguntei qual era o livro ou conto preferido dele, seja próprio ou como convidado para antologias. Roberto respondeu que existem livros que ele escreveu, ou que fez parte, que podem até não ter sido um sucesso, mas que mesmo assim acabam sendo favoritos pra ele por questão pessoal, pois ele coloca muito da própria essência em suas obras.

- Nesse sentido tem um romance de terror chamado ‘Anjo de Dor’, que saiu pela Devir Brasil, que é uma história parecida com o estilo de Stephen King. Também existe uma série, na qual estou trabalhando atualmente, que se chama ‘As Lições do Matador’, que já tem o seu primeiro romance publicado pela Devir Brasil, chamado ‘Glória Sombria’.

Arte: Divulgação
Atualmente o autor está trabalhando muito na produção de novos livros para 2015 e 2016: “Estou trabalhando nessa série (‘As Lições do Matador’), que deve ter dois livros publicados ainda neste ano. Além disso estou trabalhando em outra série steampunk, aonde já tenho uma história publicada e quero escrever um livro com outras duas e publica-lo em 2016.”

Guilherme Wunder

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Cesar Alcázar adapta contos do ‘Cão Negro’ para os quadrinhos

O escritor, roteirista e tradutor gaúcho, Cesar Alcázar; acompanhado do ilustrador porto-alegrense Fred Rubim; estão trabalhando juntos em um novo projeto. Quem nos contou tudo sobre essa ideia da dupla foi Alcázar, durante a programação da IV Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre, que aconteceu no mês de abril.

Foto: Divulgação
A novidade apresentada pelo escritor é que suas histórias do ‘Anrath, o Cão Negro’ está sendo adaptada para histórias em quadrinhos. O lançamento das primeiras páginas aconteceu no dia 13 de março e, desde então, toda sexta-feira são disponibilizadas três páginas novas no site ‘Outros Quadrinhos’, do também gaúcho Fabiano Denardin. 

Desde então já foram publicadas dezenas páginas das histórias de Anrath. Segundo Cesar, a webcomic irá adaptar o primeiro conto da cronologia do ‘Cão Negro’, que já tem seis histórias publicadas: “Na hora que pensamos em como iriamos fazer, eu pensei que o mais certo era seguir essa cronologia. Os contos originais não foram publicados nessa ordem, mas a webcomic será publicada na linha do tempo correta.”

Arte: Fred Rubim
Para Alcázar é possível produzir pelo menos 15 edições da webcomic com o material já produzido dos contos, e a expectativa é que o escritor tenha que produzir mais material para que às histórias continuem. Mas o grande objetivo é que as histórias acabem saindo também em formato físico e, para isso, o planejamento já começou:

- O nosso primeiro episódio já foi enviado para algumas editoras dos Estados Unidos para que possa acontecer a tradução e publicação lá fora também. A nossa ideia inicial era transformar ela em uma história mensal, mas assim que terminarmos esse primeiro arco já vamos tentar publicar como graphic novel.

Arte: Fred Rubim
Cesar, que também é um dos idealizadores da Odisseia de Literatura Fantástica, conta que quando o primeiro arco de histórias estiver concluído a ideia é já conseguir lançar ele impresso, e fazer assim sempre que isso acontecer: “Nós estamos nos primeiros estágios de conversa ainda, negociando com algumas editoras, mas sem nada definido ainda. Na realidade as editoras querem ver essa história concluída primeiro, para depois abraçar a causa junto com a gente.”

Guilherme Wunder