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domingo, 17 de novembro de 2019

Paulo Ricardo faz show saudosista para relembrar o icônico ‘Rádio Pirata – Ao Vivo’

Em1986, a banda RPM lançou para o Brasil o álbum ‘Rádio Pirata – Ao Vivo’. O projeto, como muitos sabem, só aconteceu devido ao sucesso da canção ‘London London’, que foi pirateada em um show realizado em Porto Alegre. Passaram-se quase 35 anos deste lançamento (33 para ser mais exato) e Paulo Ricardo lançou a turnê comemorativa deste álbum que entrou para a história do rock nacional. 

Fotos: Douglas Fischer
A turnê passou pelo Bar Opinião – tradicional casa do rock em Porto Alegre – no último final de semana e alegrou as centenas de pessoas que saíram de casa para matar a saudade dos anos 80 (período onde o rock brasileiro fervilhou). O cantor, hoje em carreira solo, não decepcionou a casa cheia e apresentou o álbum de 1986 na íntegra durante às 01h30 de show. 

O show abriu com o clássico, que também dá nome a banda, ‘Revoluções por Minuto’. Depois disso, foram uma sequência de hits que compuseram os dois primeiros álbuns da banda. Isso mesmo. Músicas que não fizeram parte do projeto ao vivo também tiveram espaço no show. Foram os casos de ‘A Fúria do Sexo Frágil Contra o Dragão da Maldade’, ‘Pr'esse Vício’, ‘Liberdade/Guerra Fria’ e ‘Sob a Luz do Sol’. 

Essas últimas canções não faziam parte do setlist da banda e da carreira solo do cantor há algum tempo. No show do RPM de 2012 (turnê Elektra) e de 2019 (nova formação da banda) só contavam com ‘Sob a Luz do Sol’ nos shows. Então acredito que, para o público saudosista presente no show (a média de faixa etária era de 40 anos) foi bom rever os clássicos e o cantor Paulo Ricardo. 


Esse cantor que parece não perder o ritmo dentro do palco. Cheio de energia, ele interagiu com o público há todo momento. Público esse que eu achei que decepcionaria a noite. Isso porque, no mesmo dia, os ingressos ainda estavam no primeiro lote. Contudo, para sorte de quem optou por sair de casa, o show estava acima da média e a casa lotada para voltar aos anos 80. 

Além de fazer um grande show, Paulo Ricardo também recebeu os fãs em seu camarim. Ele tem uma base muito grande em Porto Alegre e deixou claro isso no palco, quando agradeceu o carinho e disse ter ciência da exigência que o público gaúcho tem. Talvez seja por isso que ele tenha agradado tanto o público presente: ele foi fiel ao projeto do passado, com direito aos famosos lasers e homenagens. 

Os pontos altos da apresentação foram os clássicos ‘London London’, ‘Rádio Pirata’ e ‘Olhar 43’. Todas as músicas na verdade tiveram uma boa interação do público, mas havia canções que eram mais lados B e que o público não lembrava tanto. Porém, assertivamente, o músico não tirou nenhuma daquele setlist e isso fez com que o show fosse fiel ao passado. 


O show teve apenas dois pontos que podem ser considerados baixos. O primeiro deles foi na canção ‘Naja’, que é um instrumental lindo (o único brasileiro a figurar no topo das paradas). O problema é que ele ficou conhecido por dar espaço para os músicos da formação original se apresentar. Isso infelizmente não pode acontecer pois a banda não está mais junto (Paulo segue carreira solo e o RPM tem outro vocalista). 

Outro ponto abaixo do esperado foi a inserção de ‘Vida Real’ no BIS. O motivo é que, por mais que a letra seja boa, a canção ficou diretamente ligada ao BBB, programa brasileiro que o fã de rock muitas vezes não acompanha. Além disso, não foi apresentada a versão de 2002, mas sim uma mais eletrônica. Isso fez com o público dispersasse por algum tempo – mas agradou os poucos jovens presentes no show. 

Porém, um ponto que foi possível aferir (dois na verdade) é o carinho que o público tem por essas canções e a energia que Paulo Ricardo ainda coloca em seus shows. Antes de começar, muitos se pensavam se esse evento não poderia ter ocorrido no Araújo Vianna (seguindo o caminho de Lulu Santos, por exemplo). Contudo, na sexta-feira deu para ver que o show precisa ser visto de pé e em uma casa como o Bar Opinião. 

Paulo Ricardo fez um dos seus shows mais seguros – como deve ser toda a turnê. Mesmo com pontos considerados baixos, o público sempre esteve presente com o cantor e o seu carinho reflete isso. Ele tem consciência do seu tamanho dentro de Porto Alegre e da importância que a capital tem em sua carreira. E ele fez questão de mostrar isso em um lindo show para os saudosistas relembrarem do icônico ‘Rádio Pirata – Ao Vivo’.

Guilherme Wunder

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Vera Loca volta do hiato com show repleto de clássicos dos mais de 15 anos de carreira

Foto: Sônia Butelli
Em 2018, a banda gaúcha Vera Loca (uma das mais tradicionais do rock gaúcho) havia anunciado uma pausa em sua carreira. O hiato durou pouco menos de um ano e, em setembro de 2019, o grupo formado por Fabrício Beck (vocal), Diego Dias (teclado), Luigi Vieira (bateria), Mumu (baixo) e Hernán González (guitarra) voltou à ativa e em um local clássico: o Bar Opinião. 

Em um show saudosista, o grupo passou quase duas horas apresentando os clássicos que animam o público gaúcho desde 2002, quando a Vera Loca surgiu. Entre as canções apresentadas estavam presentes os sucessos ‘Graffiti’, ‘Cuidado Ana’, ‘Palácio dos Enfeites’ e ‘Borracho y Loco’. Todas elas foram cantadas em uníssono por Fabrício Beck e pela multidão que acompanha a banda. 

Essa apresentação também serviu para falar sobre novidades do futuro da Vera Loca. A primeira é que o show foi todo gravado e deve render um álbum ao vivo, relembrando todos os clássicos. Em outro momento foi anunciado que os músicos já estão trabalhando em materiais inéditos para serem lançados no futuro. Contudo, nenhuma nova canção foi apresentada no show. 

A ideia era relembrar o sucesso da Vera Loca junto aos fãs saudosistas e que tinham ficado órfãos daquela trupe. Fabrício Beck e Hernán González eram os mais animados em cima do palco e interagiram com o público durante todo o show. Isso durante as quase duas horas que a banda ficou no palco, mostrando que a sintonia entre os músicos não se perdeu durante essa pequena pausa. 

Apesar disso, muitos problemas técnicos aconteceram na primeira metade do show. Frequentemente aconteciam microfonias e em diversos momentos era possível ver Beck reclamando do som e do retorno. Existiam canções onde o instrumental ficou muito mais alto que a voz do vocalista, atrapalhando a compreensão da letra para os (poucos) que não conheciam as canções. 

Ao fim de um grande show, a Vera Loca mostrou que ainda tem muito pano para a manga, ainda mais com atual cenário de rock perdendo força. Além de ter um repertório de clássicos consolidado, os cinco amigos seguem arrastando multidões por onde passam. Agora o desafio é outro: lançar um novo álbum de inéditas e conseguir emplacar novas músicas na ala dos clássicos. 

Guilherme Wunder

domingo, 1 de setembro de 2019

Rock de Galpão faz show repleto de sucessos, mas com novidades

Fotos: Divulgação
Existem bandas que contam com uma tradição: de tempos em tempos fazem temporadas ou apresentações duplas no Teatro São Pedro. Isso é uma honra e já coloca o artista em outro patamar. Não é qualquer um que entra no mais tradicional espaço cultural de Porto Alegre. Foi isso que vi no final do mês de agosto, quando estive no show do Rock de Galpão.

Para quem desconhece, é necessário recapitular. Lá no passado, quando comecei o Blog do Wunder (final de 2013, início de 2014), tive o privilégio de conhecer os músicos em um show na Redenção. Depois disso os vi no Shopping Total e, por último, em 2014, acompanhei os ensaios que antecederiam o projeto que o Rock de Galpão gravou na região das missões.

São alguns anos acompanhando de perto esses artistas e vendo o amadurecimento do grupo. Foram transições que passaram e fizeram com que o projeto chegasse no nível que está hoje. Músicos mudaram e o grupo conseguiu se manter e estabilizar após a saída de Neto Fagundes (no primeiro DVD ele está em todas as músicas e agora faz apenas participações especiais).

Digo isso tudo para dizer que o show que eles fizeram no São Pedro foi de uma maturidade que ainda não tinha visto – e olha que fui em alguns shows deles já. Os músicos seguem muito bem afinados e confortáveis no palco. Os destaques são Guilherme Gul e Rafa Schuler, que se destacam pelo talento que tem em seus instrumentos. Raros são os artistas nesse nível.


Obviamente que isso não desmerece o trabalho do restante do grupo, que se encontra em uma de suas formações mais consistentes dentro do palco. Tiago Ferraz esbanja simpatia e inclusive subi no palco para uma brincadeira em ‘Eu reconheço que sou um grosso’. Tudo estava muito bem alinhado para que fosse uma excelente apresentação. E foi.

No setlist estiveram músicas de todos os álbuns lançados. Entre as participações estavam Hique Gomez, Neto Fagundes e João Triska. Além de invernadas de dois CTG’s. Foram diversos os pontos altos do show, mas talvez o mais surpreendente tenha sido a apresentação da primeira música autoral do Rock de Galpão. Isso mesmo, a primeira música inédita no projeto.

Pouco se sabe sobre ela ainda e onde ela estará no futuro. O projeto tem como o seu forte fazer releituras de clássicos do nosso cancioneiro, então ainda está núbio o futuro desta canção. Se esse novo projeto será de músicas inéditas compostas por tradicionalistas, se são canções deles e como será esse filtro para saber que canção é do Rock de Galpão ou da Estado das Coisas.

Para quem desconhece, Estado das Coisas era o nome da banda antes do projeto Rock de Galpão surgir. Nesse grupo havia álbuns lançados com os mesmos membros do Rock de Galpão, mas que acabaram perdendo espaço com o sucesso e a demanda que o Rock de Galpão tem na rotina destes músicos que hoje rodam a América do Sul com esse projeto.

Foi um excelente show para relembrar os clássicos do cancioneiro gaúcho em uma nova roupagem e colocar uma pulga atrás da orelha sobre o futuro do Rock de Galpão. Espero que seja promissor para todos que gostam de uma boa música, independente do seu gênero e origem. Viva a música de qualidade.

Guilherme Wunder

domingo, 25 de agosto de 2019

Após cinco anos, RPM volta ao Rio Grande com nova formação e clássicos da carreira

Fotos: XEM & BETAELY
O RPM é uma banda que sofreu muito com seus hiatos. Foram pelo menos quatro pausas na carreira (contando a formação de 1992): anos 80, anos 90, 2004 e 2017. Tanto é que, mesmo com 36 anos de estrada, conta com apenas seis álbuns lançados (fora alguns EPs e singles). Tudo isso mostra como, mesmo com o sucesso comercial e de crítica, o grupo pouco conseguiu render junto.

Atualmente a banda está com uma conjuntura diferente: dos quatro membros originais, um deles faleceu recentemente. O baterista P.A. nos deixou aos 61 anos. Outros dois membros da banda (Luiz Schiavon e Fernando Deluqui) tocam o RPM com dois novos membros (Kiko Zara e Dioy Pallone). Enquanto isso, Paulo Ricardo está partindo para uma turnê comemorativa do álbum Rádio Pirata.

Até aqui você compreende o status quo de uma das maiores bandas dos anos 80. Agora vamos para o que interessa. Em 24 de agosto, após cinco anos da turnê Elektra no Rio Grande do Sul, o RPM voltou ao estado – desta vez em Novo Hamburgo – para apresentar a nova turnê da banda, que já conta com dois singles (‘Escravo da Estrada’ e ‘Ah, Onde Está Você’) e está trabalhando em mais quatro canções.

Uma coisa precisa ser destacada: a naturalidade de todos é muito importante e a presença de palco deles também. O show foi repleto de homenagens, seja a amigos como Ultraje a Rigor, Ney Matogrosso e Lobão; como também ao saudoso P.A. Além disso, teve um setlist intenso, que contemplou músicas de todos os álbuns (com exceção do Elektra, que sempre contava com ‘Dois Olhos Verdes’ e ‘Muito Tudo’).


A naturalidade que eu citei anteriormente é um dos pontos altos. Dioy Pallone e Fernando Deluqui dançam pelo palco e dividem os vocais como se tivessem feito isso a vida toda. Luiz Schiavon segue sendo o maestro disso tudo e o novo baterista também é muito bom, apesar de o sentimento de saudade do P.A. ainda ser muito grande para todos que estão no palco.

No quesito homenagem ao passado da banda e divisão dos vocais, está tudo muito bom. Me surpreendeu muito ouvir o Fernando Deluqui cantando 'London, London' e a versão para shows de 'Escravo da Estrada' ficou bem legal (apesar de eu preferir o outro single lançado). Agora as apresentações e solos dos músicos ocorrem dentro dela e não em ‘Rádio Pirata’, como na última turnê.

Como muitos puderam ver, o show tem 01h30 de duração e não houve bis (talvez por existir uma festa após a apresentação), mas isso é muito bom. Com exceção de duas ou três músicas que podem ter feito falta – sempre terá alguma que a gente queria ouvir e não teve (no meu caso foram 'Muito Tudo', 'Rainha' e 'Partners') –, o setlist tem um saldo positivo.

Tecnicamente, as luzes e o som estavam muito bons (apesar de que um bom teste só ocorrerá em espaços que estejam acostumados com eventos deste porte) e houve apenas um problema técnico na bateria antes do show começar. As vozes também estavam muito boas e o talento de Dioy como vocalista é de se parabenizar (ainda mais pela responsabilidade de substituir um dos fundadores da banda).

Porém, o que me deixou feliz é que tem espaço para que as novas músicas (eles anunciaram recentemente que estão gravando mais quatro) entrem naturalmente nas apresentações ao vivo. O show pode ganhar mais 10 ou 20 minutos ou ainda serem retirados alguns covers para que a gente conheça mais do novo RPM. Tudo isso mostra a liberdade que a banda está tendo neste atual momento.

Guilherme Wunder

sexta-feira, 15 de março de 2019

Projeto “Tarde Sem Fim” movimenta o cenário cultural com shows de artistas renomados do estado

O Beer & Brow já foi pauta do Jornal A Semana. Isso em meados de 2018. Tudo devido ao sucesso e notoriedade que o espaço vem ganhando no cenário de rock de Alvorada. Casa de shows como o de Fabrício Beck (Vera Loca), Rafael Malenotti (Acústicos & Valvulados) e Duda Calvin (Tequila Baby); o estabelecimento consegue reunir os amantes da boa música e da cerveja de qualidade. 

Foto: Divulgação
E isso não foi diferente com o surgimento do projeto “Tarde Sem Fim”, realizado nos domingos. Inicialmente, Rodrigo Carey (proprietário do estabelecimento) organizava os shows nas sextas-feiras, o que mudou com o início do verão. A ideia era trazer as pessoas para o bar quando voltassem do litoral. Além disso, o alvoradense destaca que a agenda cultural no domingo é mais escassa e ele queria aproveitar esse espaço. 

Além disso, o espirito empreendedor do empresário também fez com que ele visualizasse o mercado cultural do município. “Eu acredito que os dias que parecem menos propícios para festa e entretenimento são onde os projetos mais dão certo. Sexta-feira e sábado estão morrendo. O pessoal procura sair mais em outros dias. Isso forma um público bem legal”, enfatiza Carey. 

Relação do público com os artistas 

Um dos grandes diferenciais do bar está na proposta de trazer grandes artistas e deixar eles próximos do público. Para Bruno Barufi, 23 anos, é muito bom poder ver artistas do rock gaúcho se apresentando na cidade. “É muito legal isso, o cara estar ali, na tua frente, e não separado por um palco e etc. Por essas que o Beer & Brow é o meu bar favorito. Onde me sinto em casa”, confessa o alvoradense. 

Essa opinião também é dividida com músicos que se apresentam no bar, como Duda Calvin, vocalista da Tequila Baby. “Acho bacana, que bom que tem lugares assim, promovem eventos de graça pros seus frequentadores e não cobra a mais por isso. Fica mais informal e divertido, é um dos lugares mais legais de se tocar. É uma proposta nova, e que já está sendo imitado por outros bares, sinal de que deu certo”, afirma o cantor. 

Serviço 

Carey explica que o seu bar tem como diferenciais a música de qualidade, com artistas renomados, e os produtos diferenciados que tem a disposição no bar. “A nossa ideia aqui é trazer gente boa para tocar. Sempre com a entrada franca. Além disso, estamos especializados em carnes, pizzas e hambúrgueres; mas somos um bar. Temos quatro torneiras de chope artesanal”, salienta o empresário. 

O projeto “Tarde Sem Fim” é uma iniciativa do empresário Rodrigo Carey e acontecem todos os domingos, a partir das 22h. A entrada é franca. O Beer & Brow fica localizado na Rua Dona Luiza Silveira Dias, Nº 16, no Bairro Bela Vista. Para mais informações, procure o estabelecimento no Instagram: @beerbrow_.

Guilherme Wunder

sexta-feira, 2 de março de 2018

Rock e ecologia são tema de 51º Ensaio de Rua

Foto: Divulgação
Aconteceu no último domingo, 25/02, às margens da Lagoa do Cocão, a 51ª edição do Ensaio de Rua de Alvorada. O evento é realizado de forma colaborativa na cidade, desde 2001. Essa edição homenageou Luciano Grunge, ativista da ecologia e por isso teve suas atenções voltadas para defesa do meio ambiente. O local escolhido foi a Lagoa do Cocão.

Nesse espaço se reuniu um bom público para prestigiar as seis bandas de rock da região metropolitana de Porto Alegre que se fizesse presentes. A primeira a se apresentar foi a Kris Sonneman Blues, desfilando clássicos do gênero. Em seguida veio a Doze Doses com sua mistura de MPB com hip hop. Na sequência subiram ao palco Guetown e a Holiday, que entrou e ganhou a plateia trazendo covers de Green Day. Fechando a noite a Herculóid’s e a Street Rock.

Todas as bandas ressaltaram a beleza da Lagoa. Um dos organizadores do Ensaio de Rua, Douglas Kelvin, estava entusiasmado com a participação e a tranquilidade do evento: “Veja essa galera, só gente da paz, e aqui não tem nenhuma polícia. O pessoal veio aqui para se divertir, sem tumulto e ainda preservar esse lugar maravilhoso”, explica o promotor do evento.

Guilherme Wunder

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Mesmo com chuva, Rock na Praça 4 é realizado e leva público para o centro

Foto: Divulgação
Aconteceu no domingo, 21/01, a quarta edição do Rock na Praça. O evento contou com a presença das bandas Converso e Pupilas Dilatadas, de Porto Alegre e The Gilligans de Alvorada. Para Ricardo Bolonha, produtor cultural, presente no evento, e organizador do primeiro festival de rock da cidade, o Rock na Praça, em 1987, fala da tradição do evento. “O Rock na Parque foi pioneiro na cidade. Foi a primeira vez que Alvorada recebeu um festival e teve uma divulgação gigante pra época. Trouxemos pra Alvorada um público de diversas cidades da grande Porto , e o público local compareceu em massa”, salientou o alvoradense. 

Uma das bandas presentes no Rock na Praça, a Pupilas Dilatadas, tocou no festival de 1987. Um dos fundadores da banda de punk rock, o guitarrista e vocalista, Felipe Messa, lembrou daquele momento. “Foi nessa praça. Tinha muita gente. E eram vinte bandas. Me lembro que no final rolou um tumulto com a polícia e o público. E hoje, estamos aqui mais uma vez. Legal. Vamos tocar então, algumas canções de trinta anos atrás”, explicou o artista. 

Outra banda que voltou a cidade foi a Converso. Marcelo Gianello, líder da banda diz que mais uma vez se sentiu em casa. “Já viemos outras vezes na cidade. Esse público sempre nos acolheu bem. Alvorada já é quase nossa casa. Foi show de bola tocar mais uma vez aqui”, conta o músico. 

A Gilligans, banda da cidade, fechou o Rock na Praça, tocando covers dos Ramones, na qual são especialistas, pois já tocaram em várias casas festivais de Porto Alegre e região metropolitana. Felipe Chagas, vocalista e baterista da Gilligans, se disse emocionado com o que viu. “Cara, choveu o tempo todo, e ninguém arredou o pé. É um público muito fiel”, finaliza o cantor.

Guilherme Wunder

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Stereosound fala sobre o Superstar e apresenta novidades para o público

Foto: Divulgação
Para o povo do Rio Grande do Sul, canções como ‘Será que isso é samba’ e ‘Sinta o calor’ já estão nas conhecidas, seja tocando nas rádios ou em shows nas casas noturnas de Porto Alegre. Mas quem está tendo esse gostinho de conhecer o pessoal da Stereosound é o povo do resto do país, que acabou conhecendo a banda durante sua participação no reality show Superstar. 

A banda já existe desde 2007, mas foi três anos depois que acabou conquistando o reconhecimento na região sul do país, quando venceram o concurso Empurrão Nova Schin. Desde então já foram dois discos e um DVD lançados, tendo um deles sendo reconhecido com indicações ao prêmio Açorianos.

Stereosound alcançou 74% dos votos em sua primeira apresentação. Foto: Isabella Pinheiro/Gshow

Só que o alcance que os gaúchos tiveram no Superstar foi o que estopim desse trabalho de quase dez anos. Pelo menos é assim que o vocalista da banda, JJ, define essa experiência: “Nós já estamos a anos nesse trabalho de compor músicas autorais e tocando em casas noturnas. O Superstar foi aonde nós conseguimos chegar depois de tanto trabalho, seja em estúdio gravando CDs ou tocando nos palcos do Rio Grande do Sul. Creio que tudo isso foi uma recompensa para a gente.”

Mas não eram só de expectativas positivas que vivia a banda, formada por JJ (voz), Felipe Sandas (guitarra) e David Fontoura (baixo). Segundo o vocalista do grupo, existia um certo receio de que houvesse um tipo de disputa entre as bandas, mas que não se confirmaram durante o programa: “Isso me surpreendeu muito. No início pensei que pudesse existir um clima de competição entre as bandas, mas estava enganado. Nós ficamos sempre no mesmo hotel e nos mesmos camarins e a amizade entre todos ficou muito forte.”

Foto: Bruno Peres
Só que agora o programa acabou e a banda deve aproveitar essa guinada na carreira para apresentar novos trabalhos e tocar por todo o Brasil. Pelo menos é isso que o JJ fala: “Antes mesmo do Superstar nós já estávamos em estúdio, gravando o nosso próximo disco, que irá se chamar ‘1 Beat, 1 Click, 1 Groove’. Esse trabalho será lançado em forma de trilogia, com três EPs com quatro músicas, provavelmente. Nós já estamos com boa parte desse trabalho já gravado e devemos começar os lançamentos em breve.”

Guilherme Wunder

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Na boleia com Fernando Deluqui

O guitarrista paulista Fernando Deluqui já tem mais de 30 anos de carreira e, entre bandas e a carreira solo que o músico segue na estrada por tanto tempo. O músico começou sua carreira como fundador da banda RPM. Além disso, lançou trabalhos em sua carreira solo e participou dos Engenheiros do Hawaii. 

Foto: Divulgação
Agora o músico administra as carreiras do RPM e de sua carreira solo. E o que não faltam são shows e trabalhos para Deluqui se apresentar pelo país. Enquanto com o RPM o guitarrista segue na turnê Elektra, o também compositor está na divulgação de seu novo trabalho. Segundo Fernando, esse projeto mostra uma outra faceta de sua carreira:

– As músicas do EP Nau foram trabalhadas por muito tempo, por mim e estavam prontas quando mostrei ao pessoal do RPM. Eles queriam gravar mas, mexendo nas composições e letras. Eu não acho necessário mudanças em trabalhos a que dediquei muito tempo.

Foto: Divulgação
E o EP Nau já vem sendo apresentado pelo país e tocando em algumas rádios nacionais. Conforme o próprio músico, a receptividade do público com esse projeto vem sendo muito bom: “O público está entendendo a minha necessidade de mostrar trabalho autoral, o que me deixa feliz. Isso está tornando esse meu novo trabalho mais conhecido pelo público e novos shows vão aparecer.”

Mas para quem pensa que o músico já alcançou todas as suas metas está muito enganado. Fernando conta que não estabelece nada e que sempre busca ir em frente: “O legal é estar recebendo tanto apoio da galera em todo lugar. Redes sociais como Instagram e Facebook está exigindo muita interação da minha parte e sempre estou postando novos vídeos de apresentações ao vivo.”

Foto: Divulgação
Além de sua carreira solo, o músico também segue em estúdio, produzindo o novo trabalho do RPM. E é trabalhando duro, seja com a banda ou sozinho, que o músico segue sua jornada no mercado fonográfico: “Divulgar o EP Nau e gravar mais. Também estamos trabalhando num CD do RPM mas não tenho pressa. Quando estiver bom vamos lançar.”

Guilherme Wunder

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

RPM prepara lançamento de novo trabalho

Foto: Divulgação
Uma banda com mais de 30 anos de estrada e cerca de 5 milhões de discos vendidos. Esse é o peso que os músicos Paulo Ricardo (baixo e voz), Fernando Deluqui (guitarra), Luiz Schiavon (teclado) e Paulo Pagni (bateria) carregam cada vez que a banda RPM sobe em um palco ou prepara o lançamento de um novo trabalho.

Para quem não sabe os músicos reativaram a banda, com sua formação original, em 2011, com o lançamento da turnê Elektra. Desde então já foram lançados o CD desta tour e alguns singles esporadicamente nas redes sociais. Só que os fãs esperavam mais produtos desde o retorno do quarteto. Através de sua fan page a banda já anunciou dois DVDs (Álbuns Clássicos e Elektra Dokumenta) e um novo disco, para abril deste ano e com produção do Lucas Silveira, vocalista da Fresno.

Foto: Divulgação
O tecladista da banda, Luiz Schiavon, conta que problemas técnicos e administrativos foram as principais dificuldades encontradas para que os lançamentos acontecessem. Segundo Schiavon, a banda sempre primou pela qualidade e preferiu não realizar os lançamentos de projetos que poderiam arranhar a trajetória do RPM:

– O DVD Álbuns Clássicos teve um sério problema técnico na sua geração, o que inviabilizou o lançamento. Isso foi uma questão difícil para nós, mas depois de vermos as imagens concluímos que seria melhor mesmo deixar o trabalho suspenso. O DVD Elektra passou por uma questão um pouco mais complicada, quando trocamos de escritório de empresariamento. Ainda estamos negociando as liberações e pode ser que seja lançado no futuro, mas ainda sem data certa. Mas o Radio Pirata em vídeo demorou 25 anos (risos).

Foto: Eduardo Galeno
Além dos dois DVDs existiu também a produção do CD ‘Deus Ex-Machine’, trabalho que contou com a produção do vocalista da banda Fresno. O projeto foi todo produzido durante o primeiro trimestre de 2015 e o lançamento estava programado para o primeiro semestre do ano. Mas, em uma nota oficial, a banda anunciou que estava adiando o lançamento para retornar aos estúdios. 

Segundo o guitarrista Fernando Deluqui, a banda segue trabalhando nos estúdios para esse lançamento, que não foi cancelado, e sim adiado: “Fizemos a produção com o querido Lucas Silveira da Fresno muito rapidamente no último verão. A sonoridade ficou moderna. Moderna demais para alguns membros da banda. Por isso não lançamos, mas estamos em estúdio trabalhando no novo trabalho.”

Foto: Divulgação
E é isso que Luiz Schiavon também destaca: “O RPM sempre optou por lançar produtos irretocáveis, tanto que o Elektra foi indicado para o Grammy Latino e considerado pela crítica como um dos melhores álbuns da nossa carreira. A pressa passa, mas a merda fica eternizada num álbum ruim. Melhor esperar e lançar algo em que tenhamos total confiança.”

Guilherme Wunder

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

“Nossa mercadoria é a música e o nosso escambo é com o público”

Se você procurar no dicionário a palavra escambo saberá que ela significa a troca de mercadorias ou serviços sem o uso de dinheiro para isso. E é com a premissa da troca que nasceu a banda Scambo. Só que, em vez de produtos, a troca é de experiência, estilo e sonoridade. Pelo menos essa é a premissa que o grupo baiano tem para conquistar o seu espaço no cenário fonográfico brasileiro.

Foto: Divulgação
A banda foi idealizada no fim dos anos 90, pelos amigos Alexandre Tosto, Walter Abreu, Edu Chapéu, Graco Vieira e Junior Martins; e desde então diversos músicos passaram pelo grupo e as formações mudaram algumas vezes. Mas, para quem acha que tudo foi muito bom e que a história da banda sempre foi bela, não sabem que os baianos encerraram a Scambo em 2007 e só voltam a se reencontrar em 2011.

Guitarrista da banda desde a primeira formação, Graco Vieira conta que apesar desses percalços o aprendizado nesses quinze anos é muito grande para a carreira de uma banda: “A banda já é rodada e, quando tudo começou, nós éramos muito jovens e sentimos as dificuldades de se viver em grupo. Acho que essa é uma dificuldade que todas as bandas têm e que todo trabalho em grupo deve ter também.”

Foto: Heder Novaes
Além do guitarrista, a banda também conta com Pedro Pondé (voz) e Alexandre Tosto (guitarra). Desde o início da carreira já foram lançados quatro discos e a consolidação desses projetos veio em 2015, quando o grupo entrou no reality show 'Superstar'. Para Graco essa experiência nunca foi imaginada pelos músicos, até por não fazer parte do universo que eles estavam acostumados:

– Podemos dizer que tudo foi muito bom, desde o contato com outras bandas até o reconhecimento em rede nacional. Tudo foi incrível. Nós nunca pensamos que íamos ganhar, até porque a gente não tem muito esse perfil comercial que ganha o programa. Esse programa nos fez ser reconhecido em todo o Brasil, tanto é que vamos começar a fazer shows agora no resto do país.

Foto: Isabella Pinheiro/Gshow
Atualmente a banda está trabalhando nos seus novos projetos, que devem sair do papel ainda nesse ano: “A gente está com a nossa agenda de shows bem cheia, com parcerias com a Supercombo e com os Dois Africanos, que são bandas que a gente se aproximou e que ficaram nossos parceiros. Mas também queremos entrar em estúdio e preparar um novo trabalho, afinal, o nosso último disco é de 2012. Nós já estamos trabalhando nas composições do novo trabalho e pretendemos lançá-lo até o fim do ano.”

Guilherme Wunder

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A radiofonia que supera o indie da Reverse

Foto: Divulgação
Esse espírito de conquistar fãs e ouvintes, de tocar na rádios e ter sua canção entre as mais pedidas da região. É com essa premissa que os amigos Daniel Lopes e Caio Barreto decidem retomar os trabalhos da Reverse, banda carioca que havia terminado em 2007, após desilusões com gravadoras e produtoras que apostavam no grupo formado no Rio de Janeiro.

Para quem não conhece a Reverse (ou, pelo menos, não conhecia antes da participação deles no Superstar) é necessário saber que eles já tiveram músicas que tocaram nas rádios cariocas e alcançaram o topo das paradas. Essa experiência foi com a canção ‘Tempo e Espaço’, em 2004. Desde então muito tempo se passou e, entre idas e vindas, o grupo retoma as atividades em busca de seu lugar ao sol.

Foto: Divulgação
Mas apesar do sucesso de 2004 a banda acaba encerrando as suas atividades devido a desmotivação com alguns problemas na carreira e no projeto imaginado pelo vocalista Daniel Lopes. Segundo ele, a banda já estava participando de festivais importantes e de programas de TV, como ‘Banda Antes’, da (finada) MTV Brasil. Só que foram problemas com as gravadoras e produtoras que fizeram com que o término do projeto acontecesse:

– A gente estava prestes a ser contratado pela Universal Music, só que o diretor que trabalhava com a produtora acabou sendo demitido e eles simplesmente abandonaram a gente. Tanto é que ficamos praticamente um ano esperando para gravar e não aconteceu. Depois disso acabamos parando com a banda e seguimos em projetos pessoais.

Banda apresentou o single 'Tempo e Espaço' e escolheu Sandy para madrinha do grupo. Foto: Isabella Pinheiro
Desde então, sete anos se passaram e a vontade de conquistar o topo das rádios novamente era muito forte para ser ignorado. Com uma nova formação, que agora conta com Daniel Lopes (voz e guitarra), Leo Morel (bateria), Mauro Berman (contrabaixo) e Caio Barreto (guitarra); a Reverse retoma os trabalhos em 2014 e, logo depois, surge a oportunidade de participar do reality show ‘Superstar’. Segundo Caio Barreto a experiência de se participar de um projeto dessa magnitude foi muito diferente de tudo que eles viveram como músicos:

– O Superstar é um turbilhão de coisas ao mesmo tempo, muito diferente da carreira natural de um músico. No programa você tem o pessoal te julgando e você acaba não entendo muito bem como funciona essa votação e o que está acontecendo. Mas o bacana é que essa participação repercutiu bastante, pois nós tivemos a oportunidade apresentar o que é a banda para mais gente.

Making-of do novo videoclipe da banda. Foto: Divulgação
Durante o programa a banda pode apresentar três canções de autoria da banda e conquistar novos fãs para o seu trabalho. E para consolidar esse trabalho que a banda está preparando lançamentos de videoclipes e Eps novos para fidelizar os fãs antigos e consolidar os novos. Pelo menos essa é a expectativa da banda Reverse. 

Guilherme Wunder

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Na boleia com Falange

Foto: Divulgação
A banda Falange nasceu há 12 anos, na cidade de Teresópolis, no Rio de Janeiro. Desde então o grupo formado por Guinho Tavares (voz e guitarra), Arthur de Palla (voz e baixo) e Rômulo Bittencourt (voz e bateria) luta pelo seu espaço no mercado fonográfico. E é com os ideais de se fazer algo diferente que tudo iniciou, como conta o guitarrista da banda:

- O projeto começou com a necessidade de tocar algo que nos agradasse. Anteriormente só acompanhávamos outras bandas/artistas. Consequentemente vários contratantes começaram a curtir o nosso som e nos chamaram para tocar, afirmando que passávamos verdade no que a gente tocava.

Foto: Divulgação
E foi pensando em conquistar pessoas que gostem do seu estilo que a banda se inscreveu no reality show Superstar. Para o baixista Arthur de Palla essa foi a oportunidade perfeita para o grupo surgir para um grande público: "A participação da banda no superstar significa a banda sair do anonimato para uma exposição no país de uma forma muito rápida. Hoje no Brasil, talvez seja a forma mais imediata dessa exposição."

O que vem por ai!

Para o futuro a banda pretende seguir trabalhando com a música e já pensa nos primeiros projetos próprios para isso, como explica Guinho Tavares: "Os planos da banda a partir de agora são, gravar um CD da banda com músicas autorais e rodar o máximo que conseguirmos fazendo shows em qualquer do Brasil."

Guilherme Wunder

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

“Somos uma banda dependente porque dependemos dos amigos, da família e do público”

A banda Trem Imperial existe desde 2007, quando três amigos e estudantes de música aqui de Porto Alegre resolveram unir seus gostos musicais em um só. O trio, que tinha em comum a paixão pelo reggae jamaicano e o rock inglês resolveram fundir esses dois gêneros em um só, misturando assim todas estas influências.

Foto: Rafaella Steiger
Formada por Andrei Corrêa (vocal e guitarra), Lucas Kinoshita (vocal e bateria) e Filipe Narcizo (vocal e baixo) a banda vem trabalhando de forma independente desde o seu início. Para o baixista do grupo, Filipe, a falta de recurso para se produzir um trabalho de alta qualidade técnica:

- O crowdfounding nos deixou mais perto de podermos fazer esse disco da forma como imaginamos!! Fazer arte, na verdade, não depende de dinheiro. O valor artístico real não se pode mesurar em cifras monetárias, e isso é algo que ainda prezamos e idealizamos.

Baixista da banda em show no Opinião. Foto: Rafaella Steiger
Mas Filipe complementa dizendo que esse tipo de pensamento é mais fácil de se manter quando não existe nenhum contrato assinado que te prenda aos padrões comerciais de consumo. “Aquele bom e velho papo de fazer arte acima de tudo pode parecer meio clichê mas dá uma alegria danada quando pode ser assim”, conclui Filipe, que também é um dos vocalistas da banda.

Após o lançamento do projeto de financiamento coletivo do primeiro CD da banda, intitulado ‘Louca Viagem’, em outubro de 2014 a ansiedade tomou conta do grupo, na espera de que tudo desse certo. E deu. Em dezembro a meta foi atingida e o Trem Imperial começa 2015 a “todo vapor”. Segundo Filipe os trabalhos já estão na fase de pós produção e devem ser concluídos em breve.

Guilherme Wunder

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Os 20 anos de rock independente d'Os Torto

Foto: Léo Accurso
Uma banda de rock que deseja entrar no mundo musical tem que saber de uma coisa: hoje em dia está muito difícil de se sustentar com ela. O músico Duda Calvin, que concorreu a Deputado Estadual na última eleição, já havia comentado em outro momento que está muito complicado, devido a baixa quantidade de casas de show e das ditaduras das gravadoras.

Mas apesar disso ainda existem bandas que lutam pelo seu lugar ao sol, como é o caso dos gaúchos 'Os Torto'. O grupo foi formado em 1994 por um grupo de amigos que tinham o sonho de se tornar uma grande banda de rock. Os Torto é composto por Maestro Guto (baixo e voz), Luis Gustavo Bivis (guitarra e voz), Davi Pacote (guitarra e voz) e Thalis (bateria e voz).

Making of da gravação do clipe 'Construção Civil'. Foto: Divulgação
O grupo completou 20 anos na estrada em 2014 com um show no bar Ocidente, em Porto Alegre. Mas o que muitos não sabem é que cada um da banda tem uma data específica para comemorar esse aniversário. Quem nos explica isso é o vocalista da banda, Mestre Guto:

- Eu, pelo que consta na minha fraca memória, adoto o primeiro ensaio de 94 como a data de aniversário. 17 de março de 1994. Não somos grandes músicos. A banda evoluiu mais na composição, fazendo boas letras e aproveitando os arranjos que tiram o melhor da gente e enganam o público que pensa que tocamos alguma coisa. Somos mais mágicos do que músicos.

Foto: Léo Accurso
E é esse show de comemoração dos vinte anos que é considerado por Guto como o mais marcante da banda. Para ele quem quer trabalhar com a música de forma independente tem que saber que terá de investir muito dinheiro: "O retorno nem sempre é o desejado. A luta é diária e sempre se tem que buscar formas variadas de entreter o público, criar a necessidade da nossa banda na vida das pessoas."

Atualmente a banda está trabalhando na produção de mais dois discos da carreira. Com três álbuns lançados desde o inicio de tudo, o grupo se prepara e grava os dois CDs em simultâneo. Esses trabalhos devem ser lançados em um curto espaço de tempo no ano de 2016.

Guilherme Wunder

quarta-feira, 17 de junho de 2015

“Para quê fazer música se não for inovador?”

É com o pensamento de partir para a estrada e fazer muito rock, que nasceu a banda Motel 11-11. Idealizada pelo ex-baixista e fundador dos Detonautas, Tchello; o grupo já está com um EP rodando, que se chama ‘O Plano A e o Plano Bom’ e também se destacou recentemente pela participação no programa Superstar.

Foto: Alberto Picharillo
A banda está formada há quase um ano, depois de saída do Tchello do Detonautas, e da chegada do baterista Rick De La Torre, como conta o guitarrista Áureo Gandur: “Imediatamente a banda se isolou numa casa em Búzios, ao lado do letrista Fred Sommer e fizemos, de cara, todas as composições do nosso EP. A sonoridade veio naturalmente no mês seguinte quando praticamente moramos no nosso estúdio Corredor 5, ao lado do Produtor Clemente Magalhães. ”

Apesar de jovem no mercado fonográfico a banda já teve destaque nacional por ter participado da primeira fase do programa Superstar. Para o guitarrista Áureo essa foi a oportunidade perfeita do grupo se posicionar e também expor a sua personalidade artística:

- O Motel 11-11 é uma banda recém-nascida, que surgiu com uma proposta de construir uma carreira a longo prazo focada em falar direto com os fãs, sem a menor pretensão de agradar a todos. Sabemos como o mundo mudou, estamos muito atentos a força da internet e buscamos a todo momento entender para quem estamos falando dentro dessa infinidade de nichos que a fragmentação do mercado causou.

Guitarrista da banda Áureo Gandur. Foto: Divulgação
A banda é composta por Tomaz Lenz (voz, violão e bateria), Tchello (baixo), Áureo Gandur (guitarra), Marcelo Magalhães (guitarra) e Rick De La Torre (bateria). O grupo segue trabalhando de forma independente, e deve ser assim por mais algum tempo. Segundo Áureo não existe nada melhor do que ser livre de compromissos enquanto a banda ainda se forma:

- Queremos nossas músicas disponíveis para download em troca de e-mails, likes, números de telefone e tudo que venha nos deixar ainda mais próximos dos nossos fãs. Existem um milhão de plataformas direct-to-fan na gringa que possibilitam trabalhar dessa maneira no mercado atual.

Atualmente a banda trabalha na divulgação do EP da banda. Uma das novidades desse projeto é que ele não tem um número definido de faixas, pois deve apresentar todo o processo criativo dos músicos. Para o futuro a ideia é seguir com essa produção constante de material para os fãs da banda.

Guilherme Wunder

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Na boleia com Cartolas

Foto: Divulgação
A banda gaúcha Cartolas é um grupo de rock criado na cidade de Canoas, na região metropolitana do estado e que, desde 2003, vem conquistando o Brasil. Vencedora de prêmios como o festival 'Claro que é Rock' e do Prêmio Açorianos de Música, os Cartolas começaram ainda em 2003, como conta o guitarrista da banda Dé Silveira:

- Parei de desenhar quando aprendi os primeiros acordes do violão. Sabendo os acordes mais básicos, senti uma espécie de necessidade de escrevê-las e cantarolá-las. A banda começou em Canoas em ensaios nas garagens e onde conseguíamos ensaiar. Sempre tivemos a intenção de trabalhar com as nossas próprias músicas.

Foto: Divulgação
O grupo é formado por Luciano Preza (vocal), Christiano Todt (guitarra), Dé Silveira (guitarra e vocal), Pedro Mariano Wortmann (baixo) e Pedro Petracco (bateria e vocal). Além de ter vencido grandes prêmios e de ter tocado em festivais como o Planeta Atlântida, a banda ainda se define como uma "banda de garagem de músicas próprias que falam sobre relacionamentos e outras cositas mais e com as quais as pessoas têm se identificado ao longo do tempo"

O que vem por ai!

Para o futuro a ideia dos Cartolas é concluir os trabalhos do novo disco, que já está em fase de mixagem. Além disso banda já está pensando no lançamento e em uma reformulação do show, mas sempre fazendo o que mais gostam; como conta Dé Silveira: "Queremos seguir viajando, tocando, se divertindo, entrando em contato com as pessoas através da nossa música e dos nossos shows, compondo e fazendo discos."

Guilherme Wunder

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Na boleia com Lítera

Foto: Divulgação
Idealizada no bairro Sarandi, em Porto Alegre, a banda Lítera vive para fazer música, mas sem se preocupar com o gênero musical, e sim com a qualidade. O grupo se formou graças aos amigos Rodrigo Bonjour (bateria) e André Neto (vocal), que juntos tiveram a ideia de compor músicas próprias. O baterista conta que no inicio chegou a ser o guitarrista da 'Absolon', primeiro nome da banda:

- Nosso ponto alto foi a participação no Festival de Música de Porto Alegre pela primeira vez, para nós foi o máximo, nem lembro que ano era. Depois a banda foi mudando, a formação foi mudando até que ficamos sem baterista. O Thiago entrou para a guitarra e eu passei para bateria. Neste momento que mudamos o nome da banda para Lítera e que começamos a compor as músicas que entraram para o nosso primeiro disco. 

Foto: Divulgação
Formada por André Neto (vocal), Rodrigo Bonjour (bateria), Thiago Marques (guitarra) e James Pugens (baixo); a Lítera já passou por grandes experiências apesar da ainda curta trajetória. Em 2007 a banda foi finalista do Festival de Música de Porto Alegre, além de ter participado das coletâneas da Ipanema FM e Rádio Pop Rock. Para Bonjour essa experiência vivida com a banda mudou muito sua vida e a dos outros integrantes:

- Éramos piás quando começamos, não tínhamos grandes compromissos com quase nada. Hoje temos mais peso, mais filhos (eu tenho 3), menos tempo útil e muito mais compromissos. Nosso compromisso com a banda hoje é muito maior pois hoje tem pessoas que nos ouvem, então tem uma certa pressão nossa mesmo de fazermos tudo com a maior qualidade possível pois queremos que as pessoas ouçam, tenham vontade de ir nos shows, queiram compartilhar e acompanhar nosso trabalho.

Foto: Lucas Cavalheiro
Sobre a história do nome Lítera, Rodrigo fala que a ideia original era que o que tivesse sido escolhido não significasse absolutamente nada: "Fizemos uma reunião e cada um trouxe sugestões e o André sugeriu Lithium, que era uma música do Nirvana. Como já tinha bandas covers de Nirvana com esse nome, trabalhamos em uma variação do nome até que saiu Lítera."

O que vem por aí

Atualmente a banda está trabalhando na produção do segundo trabalho, que deve ser lançado no segundo semestre de 2015: " Em 2013 lançamos um EP chamado 'A Marquesa', que contava com quatro músicas dedicadas a Domitila. Já em 2014 foi lançado outro EP com quatro músicas desta vez dedicadas ao Dom Pedro I. Nosso disco terá, além das 8 músicas já, outras 4 inéditas." 

Guilherme Wunder